Não tenha medo de perseguir seus objetivos

Não tenha medo de perseguir seus objetivos (os exclusivamente seus)

Depois que um filho nasce, assumimos uma nova versão de nós mesmas, mais comumente conhecida como mãe, onde as definições de seu “eu” foram atualizadas com sucesso (ou nem sempre).

E diante desta nova mulher que nos tornamos, a vida vira dá uma sacudida, as prioridades mudam, as regras do jogo mudam, as relações mudam, o tempo como conhecemos também sofre mudanças significativas.

É aquela virada da vida de cabeça para baixo.

E comigo não foi diferente, amiga.

A maternidade veio arrebatadora, fato.

Porém a verdade só chegou chegando a partir desta nova identidade que incorporei, a tal da nova Beatriz, agora mãe, que já não tinha mais como topo da lista, si mesma.

Nãoooooooooooooooooooo mesmo! 

A nova Beatriz era uma coadjuvante da história toda, afinal ela precisava dar conta do lado mãe e dos outros 935 lados existentes em si mesma.

Administrar e aprender a lidar com novos sentimentos como estresse, cansaço, falta de tempo, sono reduzido, comida fria, choro (e não falo só da bebê Melissa chorando), culpa, pitaco, dor, vazio, falta de libido, imagem no espelho, cobranças…

Caraca (um palavrão aqui seria absolutamente bem vindo)!

Bem vinda a sua nova “normalidade” a vida me dizia. E pior era preciso encarar tudo isto de frente.

E resultante desta mistura de emoções e vivências, advinhem?

Acabei abandonando muita coisa.

E é natural acabar desistindo de sonhos, vontades e objetivos após nos tornarmos mães.

Às vezes não é só desistir, mas ter que largar mão.

Acontceu comigo e acredito que aí com você também rola uns pensamentos do tipo: é assim mesmo? Será que sou a única a passar por isto? Existem outras mulheres iguais a mim por aí, com este conflito de sentimentos dentro de si?

Absolutamente, estamos juntas.

E existem zilhões de mulheres se perguntando exatamente estas mesmas questões.

Nós acabamos fazendo pequenas escolhas diariamente, que culminam prioritariamente no bem estar dos filhos, da família. E as demais escolhas vão para a famosa gaveta do depois, do um dia quem sabe, do agora é impossível, quem sabe em alguns anos.

Mas o que perdemos neste processo todo?

Bem, quando Melissa era um bebê, confesso que não ligava para o resto do mundo, para absolutamente nada que não fosse ela.

Ela se tornou o meu centro, o meu eixo. Então ali, não me importava mesmo com as minhas necessidades, além da maternidade.

E acredito piamente que muitas mães adotam esta postura, é um novo ser que precisa totalmente da gente, fora a transformação que nossa rotina sofre. É realmente muita coisa ao mesmo tempo.

Até porque, o meu objetivo maior de vida, naquele instante, era ser mãe. E isto bastava.

Mas a medida que Melissa foi crescendo e se tornando uma pessoinha, um pouco mais independente, ganhando autonomia e confiança, fui sentindo que poderia rever o conceito de que ela era o topo da lista.

E quando eu percebi que existia vida além da maternidade, surgiram lacunas, que já estavam ali outrora, contudo que não me dava conta da existência das mesmas.

As lacunas que eu escondi, matando paixões, esquecendo do sonhos, enaltecendo outras coisas que não eram exclusivamente minhas.

Volto a reforçar que é totalmente natural isto acontecer. É o que a maternidade demanda, é dividir-se em vários papéis.

Então como fazer o nosso “eu” se sobressair no meio disto tudo?

Temos refeições para preparar, consultas ao pediatra, fraldas, desfralde, carreira, agenda, namorar o marido, lavar roupa, arrumar a casa, sair com os amigos, introdução alimentar, dente que cai, escola, choro, briga, birra.

O quanto egoísta se torna então pensar em algo para si mesmas que nos faça até menos presentes para os filhos ou menos dedicada ao trabalho, ao marido?

Parece que é humanamente impossível encontrar uma resposta sensata e óbvia para esta questão.

Eu lhes digo: não é!

A chave para encontrar esta resposta está numa palavrinha, que eu assimilei muito recentemente:

REDESCOBERTA

É preciso olhar para dentro de si mesma e se redescobrir.

Dar valor para as coisas simples que nós perdemos ao longo do tempo e trazê-las de volta, como um tempo sozinha, praticar uma atividade física ou até mesmo tomar uma xícara de café sem interrupções.

E faça um exercício agora mesmo: Pergunte a si mesma, o que você gostaria de mudar hoje em sua vida que fosse congruente com os seus propósitos pessoais?

Faça este exercício mental, sem culpa viu? Exclua sim os filhos, marido, família, trabalho, amigos e eleja você como o topo da lista.

Não tenha medo de perseguir seus objetivos

Busque as ferramentas que irão preencher as tais lacunas.

Vou compartilhar com vocês o que aconteceu comigo:

Após um longo período promovendo o bem estar e a harmonia do lar para que Melissa tivesse o melhor ambiente possível para crescer, a priorizando, focando nas suas necessidades, fazendo escolhas onde ela fosse incluída, querendo suprir todos os espaços (ausência do pai, ser filha única), um dia eu cheguei diante do espelho e não me reconheci.

Verdade seja dita, eu me via o meu reflexo, mas não me reconhecia como a Beatriz que eu merecia ser, que a minha filha merecia ter.

Eu vi uma mulher muito acima do peso, desleixada, sem uma meta real de onde queria estar e chegar, cansada, derrotada, sem foco.

A mulher ali no espelho definitivamente não era eu. Estava anos luz de ser.

Este foi o estalo que me fez dar conta do quanto protelei algumas atitudes em minha vida.

Eu e muitas outras mulheres mundão afora.

E acredito que é este o grande paradoxo da maternidade: identificar os seus interesse separadamente da criação dos filhos.

E assim eu precisava absurdamente dar o primeiro passo.

E ele veio no final do ano passado quando decidi que era a hora certa para cuidar da minha saúde (e estética também), ao entrar no processo de reeducação alimentar + atividade física.

Pela primeira vez, em muitos anos, eu abria a gavetinha dos projetos esquecidos e os colocava no mapa do meu caminho novamente.

E não é tarefa fácil, encontrar o balanço que resulte no nosso próprio bem (e consequentemente, reflita no bem das demais pessoas que nos cercam).

Dica preciosa para você: não recue.

Eu ainda estou no processo de escutar a mim mesma, pois a vontade de me frear e desistir de ir em frente é gigantesca.

Comece com algo, mesmo que aparentemente seja pouco, mesmo que seja realizado num curto espaço de tempo, como tirar uma hora do seu dia para qualquer coisa que lhe faça sentir mais energizada, que te renove, que reacenda a chama dentro de si.

E com o tempo, vá redesenhando outras questões que você deixou para trás. Elenque aquilo que você quer, não procrastine mais e vá!

Força de vontade e foco para responder a sua voz interior que você continua ali, a escutando, em alto e bom som, que você está sim, disposta a perseguir seus objetivos.

(a pauta deste texto foi sugerida pela minha amiga Talita do Blog Só Melhora)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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comentários

2 thoughts to “Não tenha medo de perseguir seus objetivos (os exclusivamente seus)”

  1. Tua força, teu foco e tua competência (além da tua amizade) me inspiram diariamente! Eu demorei muito tempo para me redescobrir depois da maternidade (uns 3 anos). Mas é tão bom se olhar no espelho e se reconhecer novamente! Que esse texto lindo ajude muitas mulheres a se redescobrir também!

    1. Obrigada por me dar as ferramentas para escrever algo tão meu, mas que se tornou tão de todo mundo, por permitir que outras mulheres saiam do lugar e corram atrás daquilo que querem para suas vidas, muito além d maternidade

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