Seu Momento Inesquecível da Maternidade – Parte 2

Dando sequência as homenagens do Dia das Mães, o Pitadinhas te brinda com mais alguns relatos de mulheres poderosas, cheias de fibra e que fazem todos os dias o possível e o impossível para devolver amor e dedicação a seus pequenos milagres.

Lembrando que aqui estou reunindo relatos de mães blogueiras do Vale do Paraíba, convidadas para responderem a pergunta de qual é o momento inesquecível da maternidade delas e compartilhar toda emoção e descoberta do que foi especial e marcante em suas vidas sendo mães.

E pra você que não acompanhou a primeira parte deste compilado de belas histórias, te convido a conhecê-las e se encantar.

Qual é o seu momento inesquecível da maternidade?

 

Texto de Cynthia, mãe do Mateo e Thierry, idealizadora do @falamae

“Penso que um dos momentos mais inesquecíveis da maternidade é o primeiro contato olho no olho que fazemos com nossos filhos quando eles nascem (ou no caso de mães de coração, na primeira vez que encontram sues filhos).

Lembro-me bem do primeiro olhar que meus dois filhos deram pra mim. Mesmo os médicos atestando de que suas visões dos RNs são muito precárias, me recordo da mensagem que cada um deles em passou indiretamente através do primeiro olhar: meu mais velho “Você vai saber o que fazer, tenha confiança!”

Já meu caçula me olhou meu bravo com quem dizia; “Eu vim pra desconstruir tudo que você já achou que sabia sobre bebês e filhos” (risos)

E o que tinha em comum nos dois olhares era a certeza de um amor incondicional e mútuo que cresceria exponencialmente a cada dia”

 

Texto de Juliana, mãe da Ana Júlia e do Luis Arthur, idealizadora do @luju11

“Me chamo Juliana, tenho 33 anos, mãe de 2 filhotes muito esperados.

Esperei durante 7 anos para ter minha primeira benção que se chama Ana Júlia, que como o nome diz veio cheia de graça e juventude para alegrar meus dias, como ela foi desejada, mãe de primeira viagem, queria fazer tudo certo mesmo errando muitas vezes ou quase sempre!

Após 5 anos minha princesa queria um amigo, companheiro, para encher os dias dela de carinho, e poder sentir o verdadeiro sentido da palavra amor de irmãos.
Tivemos o baby urso, Luis Arthur, meu urso generoso (significado do nome mais lindo) não poderia ser diferente, veio uma criança linda e generosa, veio num momento em que todos precisávamos, e com essa duas crianças nasceu uma mãe, uma mãe lutadora, guerreira, disposta a tudo por eles.
Eles vieram para iluminar minha vida e encher de paz.
E eu tento ser a melhor mãe que posso ser, sem regras ou paradigmas, só quero ser a melhor mãe para eles!!”

Texto de Josy, mãe do Murilo, idealizadora do @blogjosyronconi

“Meu primeiro dia das mães chegando e eu me lembro de um momento super marcante que foi quando eu compreendi, ou como dizem os antigos, que minha ficha caiu que eu tinha me tornado realmente mãe.

Murilo nasceu no dia 05 de julho, uma terça feira de um parto natural e humanizado, veio para o meu colo assim que nasceu, mamou logo em seguida, nossos dois dias obrigatórios no hospital foram muito tranquilos mesmo sendo tudo novidade.

Tivemos alta na quinta feira e fomos para casa com um alerta de observar ele, pois estava um pouco amarelinho, a famosa icterícia neonatal, mas que segundo a médica de plantão ela acreditava que iria diminuir naturalmente, no entanto se observássemos que estava aumentando era para levarmos de volta para o hospital.

Quando foi no sábado, minha mãe que é da área da saúde começou a falar que estava achando que o amarelo da pele dele estava aumentando e que seria melhor irmos para o hospital. Eu não enxergava de verdade o aumento do amarelo, ou porque não sabia ver ou porque não queria enxergar mesmo. Mas de tanto ela orientar, achamos melhor passar no pronto atendimento com ele.

E lá fui eu, meu marido e Murilo com quatro dias de volta para o hospital. Eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo, por mais que racionalmente eu soubesse que deveria ser algo simples pois é comum em recém nascidos, eu não queria voltar para o hospital, eu não queria expor um bebe de quatro dias a todos os outros vírus que poderia ter em um hospital, eu não queria pensar na hipótese que internaríamos de novo.

E com isso fui chorando o caminho todo, cheguei ao hospital chorando todas as minhas frustrações, medo e inseguranças e permaneci chorando por muito tempo.

Pois bem, as horas no hospital foram para mim uma tortura, um longo tempo de espera, a consulta, o pedido do exame de sangue, a enfermeira que fez diversos furos na mãozinha dele, que errou a agulha, a mãozinha que ficou roxa, a 1 hora de espera pelo resultado do exame, depois mais a espera para retornar ao médico, o diagnóstico que estava muito alto a bilirrubina e que precisaríamos internar novamente, a espera para liberar um quarto.

Murilo chorava, eu chorava e o único que não chorava era meu marido pois o pobre coitado tinha que dar conta de nós dois. Este dia tive dó dele, pois ele não sabia quem acudia primeiro. Graças a Deus acudiu Murilo.

Quando recebemos a ordem de que precisaríamos internar novamente eu não tinha a mínima condição de cuidar de alguém, eu sofria pelo meu filho ter que passar por uma série de procedimentos aos quais eu tanto tinha evitado expor ele desde o parto, eu chorava pelas minhas frustrações, eu só queria ir pra casa e ficar com ele no colo, eu tinha medo de que tivesse que ficar internada sozinha com ele.

Internamos e fiquei um pouco mais calma quando vi que meu marido poderia passar a noite com a gente, colocamos Murilo naquele bercinho de luz e recebemos a orientação de que não tirássemos ele de lá.

Aí a situação complicou, Murilo chorou por uma hora seguida, talvez até mais, ficou aos prantos. Possivelmente choraria a noite toda se deixássemos.

Meu marido de olho nele e eu na poltrona ao lado abraçada ao meu joelho chorando tão igual ou mais que o Murilo.

Não suportava ver meu bebê sofrendo daquele jeito.

Foi aí que aconteceu o meu despertar de mãe.

Uma amiga me chamou no celular e acabei falando o que estava acontecendo.

Sabe aquela historia de anjos que Deus envia no momento certo. Comentei que não conseguia parar de chorar. E ela me trouxe para realidade e disse algo em torno disso: “Cadê a Josy que eu conheço, você sempre foi tão forte e ele precisa de você agora.”

Aquilo me deu uma sacudida e realmente pensei: eu sou mãe, o único refúgio e conforto que ele pode ter, não é hora de pensar em mim, nos meus medos, já enfrentei tanta coisa e agora vou fraquejar?

Parei de chorar imediatamente, levantei, peguei ele no colo mesmo contra a orientação da enfermeira, falei pro meu marido, não vou deixar esta criança aos prantos aqui. Coloquei-o no peito para acalmar.

E com ele no peito ele acalmou e eu me reabasteci também de força, de sintonia com meu filho.

Em seguida mandei chamar a enfermeira e perguntei se poderia fazer rolinhos com o cobertor dele e colocar no bercinho de Luz para limitar o espaço pois acreditava (a tal intuição materna pintou por aqui) que assim ele ficaria mais seguro lá e com menos sofrimento pois do jeito que tava não dava para continuar.

Ela me trouxe lençóis limpos, me ajudou a fazer os rolinhos, colocamos ele e ele ficou sem chorar.

Voltei para poltrona, mas desta vez não para chorar e sim para refletir. Ali eu realmente me dei conta que tinha me tornado mãe, e assumi a postura de uma mãe. De ser o porto seguro do seu filho, de se fazer forte mesmo quando não está tão forte por dentro, de buscar sempre a melhor solução das coisas para seu filho, de seguir sua intuição e o que seu coração diz mesmo que isso contrarie seu lado racional.

Ali eu descobri que Murilo me tornava mais forte, que tinha me dado poderes de enfrentar meus medos, adversidades e frustrações.

Mas ali eu tinha descoberto também qual seria meu ponto fraco para o resto da vida. Certamente existiu uma Josy antes deste momento e outra Josy após este episódio.

Nunca na minha vida irei esquecer deste momento.”

Vídeo de Polly, mãe do Benjamin, idealizadora do @maternaterapia

A Polly gravou um vídeo tão lindo para o seu especial de Dia das Mães, que o relato dela merece ser compartilhado aqui para mais mamães.

Estas mulheres são inspiração pura

 

Me sinto tocada por estas histórias e espero que vocês também saiam transformadas por elas. E eu também dividi meu relato sobre este momento, quer saber qual é?

Estou muito agradecida por poder dividi-las aqui e quero também acompanhar os momentos inesquecíveis da maternidade de cada uma de vocês, então se você quiser deixar aqui nos comentários ou postar nas redes sociais do Pitadinhas Maternas (facebook ou instagram), fique absolutamente a vontade.

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