a pior mãe do mundo

Existem dias em que sou a pior mãe do mundo

Existem dias em que sou a pior mãe do mundo.

É uma afirmação nada romântica de se fazer, ainda mais dita em voz alta para si mesma diante do espelho, mas a verdade seja dita, eu tenho a franca sensação de que existem momentos da minha vida como mãe em que assumo o papel de mamãe monstro e faço jus a este título.

E por mais que eu enalteça constantemente o quanto a maternidade nos transforma para melhor, como somos super (já fiz até um texto inteirinho dedicado ao nossos super poderes), aparecem pequenos momentos em que eu fico presa a esta sensação terrível de que não estou fazendo meu trabalho de mãe direitinho e pior, que estou agindo como uma verdadeira bruxa, digna de conto de fadas.

Você já se sentiu assim?

(leia também o meu desabafo sobre os dias em que nós mães chutamos o pau da barraca)

A real é que todas nós, mães, em algum momento, nos sentimos assim. Seja em situações mais complicadas, na simplicidade do dia a dia com os filhos e até por razões que não conseguimos identificar prontamente.

A maternidade é uma montanha russa de emoções, os filhos demandam respostas nossas que nem sempre sugerem uma mãe centrada.

Confesso que tem dias que eu grito sim, que eu me descontrolo. Afinal mandar sua filha tomar banho umas 451 vezes e ela nem te responder, ou ainda implorar para que ela não suba no móvel da sala e fique pulando, tiram a minha sanidade temporariamente.

E tem o outro lado da moeda, onde estou apenas exercendo o meu papel de mãe e Melissa resolve assumir o posto de filha manda chuva da casa e não entende o por quê de um NÃO, que regrinhas existem para serem seguidas e eu viro, automaticamente, a pior mãe do planeta, exatamente por não dizer amém para tudo que ela quer ou ser permissiva, a mais “cool” das mães do pedaço.

Este contrariar que é parte do que nos faz mães, respinga no ser a tal “pior”, não acham?

É difícil resistir à tentação. Eu mesma vivencio momentos em que estou prestes a jogar a toalha e deixar a Melissa vencer, cedendo às investidas dela.

Porque é difícil dizer não, é dolorido dar uns berros pela casa para colocar ordem, é cansativo insistir exaustivamente na repetição de uma frase para que ela faça algo, como largar o jogo favorito e ir se preparar para dormir.

Tem que ter o pulso firme. Educar, impor limites, respeito não são tarefas fáceis e te transformam rapidinho na vilã da história.

E qual o seu momento a pior mãe do mundo?

Compartilhe comigo o que te faz ser pior na sua visão e na de seus filhos.

E saiba que na lista das piores mães eu vou figurar lá muitas vezes e, acredite, vamos nos encontrar por lá. Você não está sozinha nesta jornada.

O bacana é entender que faz parte assumir este título e lidar bem com ele pois, seja para si mesma ou para o olhar de seus pequenos, é apenas o processo impiedoso de que mães precisam entender que suas lutas, que seus esforços, que suas responsabilidades, todas elas, culminam sempre em prol do bem estar dos filhos.

Então decidi que se em alguns momentos a carapuça onde tá escrito pior mãe do mundo me servir, eu vou vestir.

Sem medo de ser feliz.

 

 

 

 

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comentários

2 thoughts to “Existem dias em que sou a pior mãe do mundo”

  1. Penso que o cansaço é o ponto principal para que eu seja a pior mãe do mundo. Quando penso em exemplos de momentos em que vesti a carapuça, sempre tem o cansaço presente.
    Quando me jogo no sofá depois de um dia exaustivo e nem olho direito para o meu filho. Quando deixo ele passar um tempão hipnotizado pelo tablet apenas para não ter que levantar e fazer o jantar. Quando digo que ele não fez o desenho com capricho sem uma sugestão para melhorar. São tantos momentos de pior mãe do mundo!
    Mas tenho a certeza de que esses momentos são ínfimos perto dos momentos de melhor mãe do mundo quando ele, do nada, vem correndo me dar um abraço e me dizer “te amo, mãe!”
    A vida é feita de momentos.

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