8 medos mais comuns das crianças

Os 8 medos mais comuns das crianças e como ajudá-las a lidar com eles

O Pitadinhas lista os 8 medos mais comuns das crianças, principalmente das crianças entre 5 e 6 anos de idade.

Este post  quer te ajudar a identificar cada um deles, de modo a assegurar que a criança lide com eles da melhor forma possível.

8 medos mais comuns das crianças

1 – Medo do Escuro

Para Melissa este é o medo número 1, topo da lista. Medo intensificado nas noites em que ela dorme sozinha no quarto dela (porque tem um ou outro dia da semana que ela e eu praticamos a tal da cama compartilhada).

E não só ela, muitas crianças vivenciam o medo, por não conseguirem visualizar o que tem por perto, pois o escuro tira o campo de visão, a certeza do que tem ali, e traz a sensação de estarem desprotegidas, gerando insegurança.

Como ajudar seu filho: O que funcionou aqui em casa foi a ida gradual, uma espécie de introdução ao mundo do escuro. O uso de abajur ou lanternas de parede para amenizar a escuridão total.

E trabalhar o escuro na cabeça da criança é primordial. Segundo alguns especialistas em desenvolvimento infantil, é bom ir mostrando os contrastes do dia e da noite, e brincar com o fato de que o escuro pode ter coisas bacanas para “se ver”: um céu estrelado, jogo de sombras.

2 – Medo de Monstros

Os monstros são uma extensão do imaginário das crianças, alimentado pelos filmes ou desenhos animados.

Aquela máxima do monstro embaixo da cama ou escondido dentro do armário, pronto para sair e machucar.

Melissa felizmente não teve este medo em nenhuma fase. Mas sei que existem crianças que podem estar enfrentando exatamente este momento, com receio de dormirem em seus quartos, atrapalhando assim a qualidade do sono (já que na maior parte, este medo chega exatamente na hora de dormir não é mesmo?)

Como ajudar seu filho: Além de fazer uma “caça aos monstros” mostrando que eles não estão no quarto, vá conversando e dizendo que na vida real eles não existem.

Se o medo persistir, que tal usar artifícios como um repelente de monstros?

Na internet pipocam vídeos que ensinam a fazer uma água engarrafada cheia de brilhos e cores, pronta para afugentar estes inimigos.

3 – Medo do Clima (tempo)

Vento, trovões, raios, chuva forte.

Pode não parecer que esta combinação gere medo, mas não se engane, existem muitas crianças que sofrem quando o tempo está instável e quando o céu fica nublado anunciando chuva.

Como ajudar seu filho: Converse com ele sobre as mudanças do tempo, tentem observar juntos quando o tempo estiver virando e mostre que a natureza é assim. Se possível, num dia de chuva mais fraca, faça com que seu filho experimente a sensação de brincar na chuva.

4 – Medo dos Pesadelos

O medo de dormir sozinho no quarto gera muitas inseguranças. Além do medo do escuro, já citado aqui, a criança pode ter medo também de dormir e sonhar coisas ruins e não ter alguém para acudi-la prontamente.

A criança muitas vezes não consegue verbalizar os sonhos, especialmente os pesadelos, mas muitas vezes, uma que tenha este pavor mais acentuado, pode acordar no meio da madrugada gritando, chorando muito, ataques de desespero e pânico.

Como ajudar seu filho: Além de confortá-la após um episódio destes, muitas vezes uma boa solução é oferecer algum objeto que lhe passe segurança e lhe traga a sensação de proteção: a famosa naninha ou um boneco especial.

Se estes momentos se tornarem muito corriqueiros, é recomendável a ida a um especialista para averiguar se existe algo além do medo, se ela está passando pelo terror noturno (distúrbio do sono)

5 – Medo de Estranhos

Este é o medo mais perceptível nas crianças, afinal a presença de alguém não costumeiro da rotina desta criança, traz este desconforto.

Como ajudar seu filho: É normal a criança ficar desconfiada e temerosa com pessoas que não conhece. E é bom não forçar situações.

Eu sempre prezei para que a Melissa não fosse obrigada a beijar ou interagir com pessoas que ela não tinha contato ou que este contato fosse muito eventual.

Tem que dar tempo e espaço para a criança conhecer e se acostumar com o tal estranho, sem pressioná-la. E também vale aquela conversa com os amigos e parentes que estão chegando no ambiente desta criança pela primeira vez para que não insistam em serem aceitos.

A melhor coisa é fazer com que a criança queira se aproximar e interagir. A timidez e o tempo dela devem ser respeitados sempre.

Não force!

6 – Medo das Separações

Olha outro medo da Melissa aí gente!!

Brincadeiras à parte, Melissa ainda tem resquícios de um medo muito forte nos bebês e menorzinhos. O medo de eu ir embora e nunca mais voltar.

O medo da Melissa ganhou forças no começo da minha separação com meu ex marido, afinal ela assimilou que se o pai não estava mais ali, eu logo também não estaria.

Ao longo do tempo, este medo foi se dissipando, mas ainda noto um pouco dele, na vida dela, quando eu saio e deixo ela com alguém.

Crianças passam por uma fase de ansiedade e medo que seus pais ou cuidadores a abandone, a deixem para trás.

Como ajudar seu filho: a chave para amenizar esta ansiedade toda é a chamada rotina do tchau.

Sim, toda vez que você sair ou precisar se ausentar por um longo período, deixe claro para seu filho que você vai, mas volta.

E dê tchau para seu filho entender a saída, não saia de fininho acreditando que assim você tá facilitando o entendimento dele.

Não cometa este erro. Mostre para seu filho que você tá saindo, seja pra trabalhar, seja para ir ao mercado, enfim, deixe claro que você vai sair, mas que vai retornar.

 7 – Medo de Máscaras, Fantasias e Personagens

A cena: Seu filho chega numa festinha e de repente tem alguém fantasiado de palhaço ou de algum personagem com uma cabeça gigante, roupa de pelúcia, que não evidencia prontamente que se trata de uma pessoa por debaixo da fantasia. O abrir o berreiro é inevitável, certo?

Este medo de encarar uma figura que seu filho não entenda quem é ou o que é, se é real, se é parte da imaginação, até por conta da proporção da fantasia, do tipo de personagem faz com que assuste mesmo.

Como ajudar seu filho: Mostrar quem está por dentro da máscara ou da fantasia é uma forma de ajudar a lidar com o medo. Especialmente por revelar que ali por trás daquela maquiagem e aparato todo, existe uma pessoa.

8 – Medo de Médico e Dentistas

Estes profissionais são facilmente associados a algo que remete a criança a uma situação muito ruim: estar doente.

Ter que encarar remédios, injeções, clima de hospital, mexe aqui, mexe ali, é desconfortável porque a criança acredita que um médico ou um dentista é sinônimo de dor.

Como ajudar seu filho: Nunca, em hipótese alguma minta dizendo que vai levar o filho para passear, se você vai levá-lo a uma consulta médica ou para tomar uma vacina, por exemplo. Conte sempre a verdade.

Para minimizar este clima de pavor que as crianças tem, use de artifícios como um brinquedo, um jogo ou até um gadget eletrônico que distraia.

Escolha profissionais que trabalhem a empatia e que usam de paciência e carinho para acolher as crianças em seus consultórios. Profissionais que possuem métodos de ambientação voltados para aproximar as crianças.

Prepare o terreno para que seu filho entenda que o médico e o dentista estão ali para ajudar e não só cuidar de dodóis, mas para ver se ele tá crescendo direitinho, se tá cuidando bem dos dentinhos, etc.

E elogie seu filho cada vez que ele se porta bem diante destes profissionais. Para criar confiança e desassociar a imagem de que um jaleco branco é assustador.

Ensine seu filho a administrar os medos

  • Exponha gradativamente seu filho ao medo que ele tem, explicando como enfrentar e ter calma nestas horas.
  • Conte a verdade sempre, seja o exemplo. Não minimize situações apenas para blindar seu filho com receio de potencializar o medo dele. Mostre que você está ali ao lado para ajudá-lo e juntos confrontarão este medo.
  • Dinamize os medos através de brincadeiras ou histórias que enalteçam personagens que lutaram contra seus medos e venceram. Crianças amam presenciar exemplos de superação como motivação para fazerem algo. Existem muitos livros específicos sobre medos que ajudam muito.
  • E meu último conselho: paciência, amor e claro, respeite o medo do seu filho e não trate como frescura.

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comentários

6 thoughts to “Os 8 medos mais comuns das crianças e como ajudá-las a lidar com eles”

  1. Adorei seu post Bia, aqui estamos na fase do medo das separações, tanto Yuri quanto a Nina sofrem quando saio e não os levam… Chegam a chorar..
    Mais estamos trabalhando para que essa fase passe.

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